quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

obrigatório factura.



O caos está lançado. Parece que as pessoas andam desorientadas ou apavoradas na possibilidade de serem multadas por não pedir factura. É isso, ou são completamente chanfradas  do juízo.
Por mais que eu tente contar o episódio que se passou hoje na loja, é indescritível. É impossível passar para o papel a gritaria que o cliente fez e as barbaridades que disse. E tudo isto porquê? porque o cliente queria uma factura do serviço que o trouxe à loja.
Perante a recusa da atendedora só faltou bater. Desde os clientes aos atendedores todos ficaram perplexos com a cena; " e se eu agora ao sair daquela porta um fiscal me pedir a factura?" "todos são obrigados a entregar uma factura pela transacção feita" "uma troca de dinheiro implica sempre estar documentada" etc., etc..
A cada resposta da atendedora logo nova investida bastante agressiva do cliente.
A mais caricata resposta deste foi: "se o fiscal me pedir explicação do dinheiro que tenho no bolso, como é que eu justifico?
Pois é! É isso mesmo que podem estar a pensar. O cliente queria um recibo do dinheiro que tinha acabado de levantar.
Muitas vezes os clientes querem um recibo da factura que acabam de pagar como a água, o telefone a luz,etc..
Mas exigir em recibo do dinheiro que lhes é dado!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

documentos furados

Cliente vai levantar a carta de condução.
Depois de lhe entregar a nova, tenho de inutilizar a velha. Para não haver confusões eu própria alerto os clientes de que a carta está furada e não pode ser usada.
Desta vez obtive esta reposta:
"Era o que faltava! Posso sim senhor! Nunca foi usada! Nunca nenhum policia ma pediu! Nem nunca tinha saído da carteira. Está como nova."

O cliente não estava a brincar, falava mesmo com convicção e não admitia que assim não fosse.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A paciência um dia esgota.

Cliente para pagar a scut:

Eu- são 00.00€ do dia X por favor.
Cliente- Mas só!! isso foi a volta. E a ida?
Eu- e quando foi isso?
Cliente- Faz três semanas.
Eu- Então já não está a pagamento. Só está a pagamento dois dias depois da passagem e durante cinco dias.
Cliente- Assim nem dá para voltar!!!!!
Eu- Mas o sr pode pagar nuns correios ou payshop.
Cliente- Não posso. Senão quando chegar tenho que pagar duas vezes.

Escusado será dizer que a conversa durou mais um quarto de hora, parecendo uma conversa de surdos, pois quando eu arranjava uma solução como o dispositivo Via Verde, o cliente ripostava com algo tão ridículo como o facto de "pagar duas vezes" ou "pagar onde não passo".

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

preso por ter cão.............................



A crise chega a todo o lado, até às nossas lojas.
Na loja onde trabalho, houve tempos em que tinha 100 senhas e uma hora em tempo de espera,  pelo menos três semanas no mês. Hoje em dia, infelizmente, não são mais de três ou quatro dias de confusão e nunca mais de 20 mn de espera.
A maior parte do tempo mal o cliente chega, ainda nem teve tempo para olhar para o numero da senha e já está a ser chamado.
Não é que agora começamos a ter reclamações por causa disso!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Hoje entrou uma senhora na loja e descompôs-me porque nem lhe dei tempo para descansar um pouco!
Segundo ela:
"Pensa que eu tenho a sua idade!? Também há-de lá chegar. Não vê que necessito de um pouco para respirar. Alem de mais ainda não procurei o que queria na carteira. Para que é essa pressa toda? Vai tirar alguém da forca? "
E ainda rematou:
" Se fosse para me pagar a reforma não me chamava tão depressa, mas como é para eu pagar...."

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

apadrinhe uma carta

Como funciona

O Pai Natal Solidário dos CTT insere-se no espírito da Campanha de Luta Contra a Pobreza e
Exclusão Social, que os Correios lançaram há quase quatro anos, com o envolvimento de várias
instituições, e que permitiu já ajudar milhares de pessoas.
Esta iniciativa envolve neste momento cerca de 66 instituições de solidariedade social, que
acompanham crianças em risco de emergência social e que os Correios de Portugal contactaram
para que as crianças ao seu cuidado, até 10 anos, escrevessem cartas ao Pai Natal.
Qualquer pessoa pode “apadrinhar”, de forma totalmente anónima, o desejo de uma ou mais
crianças, contribuindo para tornar um sonho realidade. São os desejos escritos, desenhados
ou colados nessas cartas que os portugueses poderão apadrinhar.
Para apadrinhar o desejo de uma criança basta selecionar uma carta, efetuar o registo para
obter o código único da carta selecionada. Depois, no prazo de 3 dias úteis, só tem de se
preocupar em satisfazer o desejo da carta escolhida por si e entregar o seu presente em
qualquer Estação de Correio, informando aí o código da carta que lhe foi facultado. Os Correios
tratarão de oferecer a embalagem e o envio dos presentes.
Cada uma das cartas está assinalada com uma de três cores (verde, rosa ou amarelo) que
identifica o estado de cada uma das cartas. A verde, estão assinaladas as cartas livres para
serem apadrinhadas; a rosa as cartas que já foram apadrinhadas; e, finalmente, a amarelo as
cartas em espera, ou seja, que aguardam a entrega do presente nos correios.
Cada pessoa só poderá apadrinhar o máximo de duas cartas. Se o presente não for entregue
durante os 3 dias úteis após ser feito o registo, a carta ficará novamente disponível para dar
oportunidade a outra pessoa de a poder apadrinhar e a criança não ficar sem o presente.
Por razões de proteção das crianças, os envios são anónimos e os dados das crianças só serão
conhecidos dos CTT, que garantem a entrega.
Haverá igualmente cartas disponíveis no Facebook em https://www.facebook.com/opainatal
e em cerca de 70 Estações de Correio, veja a lista aqui.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Ai a crise.......................

Não sei se tem a ver com a crise ou não, mas o certo é que assisti hoje a uma cena que me impressionou  e não podia de deixar de partilhar convosco.

Uma senhora foi levantar uma carta registada.
Até aqui tudo normal, "A sua assinatura se faz favor, e mostre-me a sua identificação"....etc., etc., e tal.
O remetente da carta era as finanças.
Depois de entregar a carta à destinatária, esta olha para a carta durante algum tempo, parecendo hipnotizada  e não sai do balcão.
Parecia que estava a ver algo terrível.
É então que a sra cai em si, "acorda", pede-me desculpa e sai.
Senta-se no banco no fundo da loja com a carta no colo, reza e só depois a abre.
De seguida levanta-se e sai.

Só quem viu a cara desta cliente como eu, consegue perceber que a pessoa estava com bastante receio de abrir esta carta para não dizer, pavor. Eu imaginei alguém com dificuldades na vida com receio de receber mais uma má noticia.
Mas sei que aquela cena não me vai sair da cabeça, a dor nos seus olhos. Pelo menos no resto dos anos de trabalho que me restam.



segunda-feira, 19 de novembro de 2012

criado para todo o serviço.

Uma vez, estava eu no Continente a ajudar a pôr as compras nos sacos, enquanto o operador de caixa registava outras, quanto o rapaz, por ter reparado que eu sempre o fazia., me disse algo, sobre o assunto, que já não me lembro bem.
Respondi-lhe que também atendia publico e das coisas que mais me irritava era as pessoas pensarem que nós somos criados.
 É então que ele me responde que o problema é deste país, que ele já teve a oportunidade de trabalhar noutros países e as pessoas não se comportam assim.
Eu nunca saí de Portugal, (apesar do nosso governo querer fazer o povo pensar o contrário, nós não ganhamos muito) mas o que eu sei é que neste país, quem está do outro lado da barricada, pensa sempre que nós somos panos de limpar o chão.
Na minha profissão, vejo constantemente a porem as coisas em cima do balcão e dizer, "quero enviar isto para...." e esperar que nós o façamos, embalar, escrever, selar, etc..
Mas o mais caricato foi quando no verão se trocava as caricas anilhas e tampas  da coca-cola por cromos da bola.
Chegou uma senhora me entregou um saco cheio de garrafas e latas e disse "quero trocar isto por cromos".
Depois de eu dizer que só queria as tampas, caricas e anilhas ela respondeu-me.
É que eu não tenho destreza nas mãos.

Depois eu perguntei-me: mas afinal quem abriu e bebeu o líquido? E porque tapou de novo não tirou logo as ditas?

É que é tão bom termos criados!!!!!!! Se forem de borla melhor ainda.
Que pena que a escravatura tenha sido abolida!!
Só que esta gente esquece que se assim fosse, o mais provável seria eles não serem os mandantes mas sim os mandados